18 outubro, 2008

Invade-me ...


Lembro-me.

Lembro-me hoje.

Ontem.

E hei - de lembrar-me amanhã.

Tropecei nele sem querer.

No teu sorriso.

Fingi que me era indiferente.

Mas não foi.

Não é.

Não és.
Chegaste e ficaste sem pedir licença como se soubesses que eu ia querer (-te).

E quis.

E quero.
Trazias as mãos cheias de tudo.

Daquilo que eu estava vazia.

Trazias o mundo em ti para preencheres os meus pedaços de nada.

E eu deixei.

Tocaste-me ao de leve com a sabedoria de quem sabe o faz e o que quer.

E eu gostei.

E gosto.

Não me perguntes por quê. Pergunta ao meu coração, talvez ele consiga explicar-te.

Eu não consigo.

Nem sei se quero conseguir.

Quero apenas sentir.

Sentir dentro de mim.
Fica.

Fica e não peças licença para nada.

Invade-me.

Deixa-me sentir o teu calor.

Fundir-me contigo numa só alma, num só corpo.

Naquilo que só nós sabemos ser.

Quero ficar sempre assim.

Será isto um sonho? Talvez.

É tudo tão perfeito.

Tão perto do infinito.

Mas se isto for um sonho, então calem o mundo!

Não façam barulho.

Deixem-me dormir e sonhar para sempre !

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